terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Existem notícias que se destacam das demais de imadiato. Já me referi àquelas que têm valor 'absoluto'. Não importa o dia, o espaço disponível no jornal, a duração do telejornal, elas se impõem no 'cardápio' de assuntos. Num Jornal Nacional, elas se instalam no espelho imediatamente - e em coberturas amplas. A morte de um papa, o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, a posse presidencial de um ex-metalúrgico, a conquista de uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

Nas redações de jornalismo do mundo inteiro, fatos revertidos dessa 'aura' fazem até o jornalista mais vivido recordar, com entusiamo, por que escolheu a profissão.

Lembra como a Fátima Bernardes abriu a edição de 5 de novembro de 2008?

- Boa noite.

Existem dias em que o jornalismo registra fatos que, no futuro, serão encontrado nos livros - e serão guardados por gerações. Nesses dias, o que o Jornalismo faz é escrever a história.

É um capítulo da história que o Jornal Nacional começa a contar a partir de agora, ao vivo, de Washington, com William Bonner.

E eu de lá:

- Boa noite, Fátima, boa noite a todos.

A história que nós vamos registrar hoje afeta os cidadãos da maior potência do mundo. Mas não só eles. Quem nasceu ou não nos Estados Unidos, quem vive ou não aqui, nós todos somos testemunhas do início desse capítulo histórico representado pela escolha de Barack Hussein Obama para a presidência americana.

A cidade onde o eleito fez o primeiro discurso é Chicago, no estado de Illinois. Foi o correspondente Luís Fernando Silva Pinto quem viu de perto esse momento. Boa tarde, Luís.

E Luís Fernando introduziu ao público sua reportagem: a primeira daquela noite memorável para a história e para o JN."

(Trecho do livro: Jornal Nacional Modo de Fazer - William Bonner)

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